Envolvimento da Veja com Carlinhos Cachoeira ganha destaque mundial nas redes sociais


Relação do bicheiro Carlos Cachoeira com a publicação da abril, de Roberto Cívita, faz a hashtag #VejaBandida figurar entre os assuntos mais comentados no twitter mundial

As revelações da Polícia Federal de que o redator chefe da Veja, Policarpo Júnior, mantinha relação próxima com o contraventor Carlos Cachoeira, preso na operação Monte Carlo, revoltaram os internautas. Eles organizaram um movimento virtual para que a hashtag #Vejabandida ficasse listada em meio aos assuntos mais comentados na rede social. Antes mesmo do horário combinado, às 20h desta quarta-feira, o termo já estava em quinto lugar nosTrending Topics. Pouco depois das 20h30, chegou ao primeiro lugar na lista nacional e foi parar nos TT´s mundiais.

“#Vejabandida desmascarada pelas águas do Cachoeira. Perdeu sua fonte e terá q explicar sua ligação com o crime”, escreveu a usuária DeniseCaputoBastos ‏ (@DeniseCaputo). O tuiteiro Emerson Luis (@emerluis) publicou: “Jornalista da #VejaBandida mandava matéria pro Cachoeira revisar. É o panfleto do crime”. Até mesmo o ator da Globo e assíduo da rede social José de Abreu (@Jose_De_Abreu) publicou uma série de tuítes para contribuir com o movimento: “#VejaBandida a serviço do crime organizado#CPIdoCachoeira” e “200 ligações para bandido, nao é fonte, é sócio. #vejabandida” foram alguns deles.

Na última revelação sobre a estreita relação da revista com o bicheiro, em reportagem da Folha de S.Paulo desta quarta-feira 18, a construtora Delta tenta plantar denúncias contra o Dnit – órgão do Ministério dos Transportes responsável por obras viárias – na publicação da Abril por não estar sendo atendida pelo órgão. “Em conversas no primeiro semestre de 2011, Cachoeira disse a Claudio Abreu, diretor da Delta no Centro-Oeste, que estava fornecendo informações sobre irregularidades no Dnit para a revista Veja durante a apuração de uma reportagem”, aponta trecho de um relatório da PF, publicado pela Folha.

Até agora, a Veja não se explicou sobre as cerca de 200 ligações, conforme revelou a PF, entre Policarpo Júnior e Cachoeira. A proximidade dos dois era tanta que o redator tinha até apelido – era chamado de “caneta” pelo bicheiro. Pela estranha parceria com o contraventor e por publicar uma série de matérias investigativas plantadas por uma equipe de arapongas ligada a Cachoeira, usadas para defender interesses políticos e econômicos do bicheiro, o magnata brasileiro deve ser convocado pela CPI, que tem previsão de ser instalada nesta quinta-feira no Congresso Nacional.

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