Luto. Quem nunca perdeu?

Luto é um período de modificações e de adaptação após perdermos algo ou alguém que era importante para nós. A perda de um ente querido, do emprego de anos, o rompimento de uma relação amorosa ou de amigos, a perda de um bem material ou até mesmo na mudança para outro país. Durante este tempo reaprendemos e descobrimos uma força que nem imaginávamos ter. Aprendemos como viver sem. Embora seja emocionalmente difícil, o luto é um processo natural e não se justifica interferir em todos os casos.

Não existe dor grande ou pequena, apenas insuportável para quem está passando. A família e amigos são de extrema importância, mas, como todo processo íntimo, é individual e solitário. NÃO existe tempo determinado, cada individuo passa pelas fases no seu tempo. Porém a maioria procura ajuda na terapia.

Frequentemente aqueles que buscam ajuda  apresentam dificuldade em:
– lidar com as perdas traumáticas,
-Vulnerabilidade pessoal,

-Falta de apoio social,
-Adoecimento físico relacionado à perda,
– Presença de Transtornos Psiquiátricos,

-Aceitar a nova realidade,

-Assumir a nova condição.

 

A terapia visa à prevenção de complicações associadas ao luto, melhorando a qualidade de vida e oferecendo ajuda ao enlutado para seguir, diante dessa nova posição imposta pela perda.

 

Além disso, visa tratar a pessoa que se vê reprimida ou severamente afetada pela perda, cujo funcionamento do cotidiano está comprometido do ponto de vista psicológico, físico e social. Durante o tratamento, a terapia ajuda o enlutado no processo de fortalecimento,  desenvolvendo  portas de enfrentamento para um novo começo.

Essas são as fases do luto.

Fase 1) Negação

 Seria uma defesa psíquica que faz com que o sujeito negue o problema.

É comum a pessoa também não querer falar sobre o assunto.

 

Fase 2) Raiva

 Nessa fase é a revolta que predomina, se sente injustiçada e não se conforma por estar passando por isso.

 

Fase 3) Depressão

 Já nessa fase a pessoa se retira para seu mundo interno,  isolando, chorando e se sentindo incapaz diante da circunstância.

 

Fase 4) Barganha

Essa é fase que o indivíduo acaba querendo dizer que será uma pessoa melhor se sair daquela situação. É como discurso “Vou ser uma pessoa melhor, serei mais gentil e simpático com as pessoas, irei ter uma vida saudável”.

 

Fase 5) Aceitação

 É o estágio em que o indivíduo não tem desespero e consegue enxergar a realidade como realmente é, ficando pronto para enfrentar a perda ou a morte.

 

 É importante explicar que não existe uma sequência dos estágios de luto, mas é comum que as pessoas que passam por esse processo apresentem pelo menos dois desses estágios. E não necessariamente as pessoas conseguem passar por esse processo completo algumas ficam estagnadas em uma das fases que citei.

O papel do psicanalista é identificar e ajudar a pensar junto com o paciente em qual o estágio ele se encontra. A resolução do estágio exige a vivência de sentimentos e pensamentos que o indivíduo evitava. A tarefa do psicanalista é deixar que o paciente viva o luto.

 

Até a próxima.

Ana.

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