Crítica: The Sinner (Segunda Temporada)

Uma sinopse:

No dia 9 de novembro de 2018, a série Netflix The Sinner estreou a sua segunda temporada, trazendo uma nova história tão intrigante quanto a anterior, que foi uma enorme surpresa para crítica e público.
A sequência da trama continuará acompanhando o detetive Harry Ambrose (Bill Pullman), que, após a resolução do caso de Cora Tannetti (Jessica Biel), é chamado de volta para sua cidade natal na zona rural de Nova Iorque para resolver um crime perturbador: os assassinatos cometido por Julian, um garoto de 11 anos de idade que matou seus pais sem motivo aparente.
Quando Ambrose começa a perceber que não há nada de comum sobre o menino ou o lugar de onde ele vem, sua investigação o leva diretamente para os mistérios obscuros da cidadezinha e o coloca contra aqueles que não vão medir suas ações para proteger esses segredos.

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Julian e detetive Ambrose, respectivamente.

Sobre no que acreditamos

A vida é feito de crenças.
Sejam elas em algo material, imaterial, na crença da descrença. Mas sobretudo há crenças.
Séries como The Sinner nos faz refletir sobra fé em diferentes esferas.
De cara, nos apresenta um crime que desperta um sentimento de por quê?
Várias hipóteses são levantadas, mas em qual acreditar?
Recebemos uma avalanche de plot twists a cada episódio e realmente ficamos em dúvida em quem ou no quê acreditar.
A série também aborda a fé no sentido religioso. Uma concepção dogmática, com ares de seita, é a fonte de inúmeras decisões humanamente questionáveis, todavia já vistas em inúmeras religiões dominantes em nosso planeta. É assustador contemplarmos o quão longe as pessoas na série vão em nome da religião. Impossível não compararmos com nossa realidade.
Outra abordagem de fé que a obra apresenta é referente aos nossos sonhos e pesadelos, propriamente ditos ou não. Desde a questão do sonho da maternidade, que uma mulher por exemplo, pode começar a produzir leite só em acreditar estar grávida ou mesmo os pesadelos de Julian, sempre enfrentados de uma forma a entender que não são reais.

A direção é incrível, fotografia novamente impecável e as atuações são maravilhosas Elisha Henig (Julian Walker) entrega uma perfomance segura e nos convence totalmente das incertezas e fragilidades de seu personagem. Carrie Coon (Vera Walker), atriz que também protagonizou minha série favorita, The Leftovers, aqui entrega mais um papel brilhante como a mãe determinada e sombria de Julian. E claro, não esquecendo de Bill Pullman, ator veterano e admirável. Deve novamente estar bem presente nas grandes premiações de 2019.
Diferente das duas primeiras análises, decidi começar a dar notas às obras. Isso ajuda boa parte das pessoas a entenderem com mais clareza o tanto que aprovei-as ou não.

NOTA: 8/10

levitis

Graduando em Jornalismo, apaixonado por culturas, fotografia, cinema, música e (quase) todas as artes. Em uma constante jornada de descobertas e aprendizados. Vamos juntos!

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