QUEM NUNCA SENTIU INVEJA QUE ATIRE A PRIMEIRA PEDRA.


Dizer que tenho inveja seria admitir nosso total fracasso.

Mas, de onde vem esse bicho?

 NINGUÉM está imune à emoção menos nobre chamada pelo homem: a INVEJA. Na literatura, na mitologia e nas palavras de sabedoria da maioria dos povos, a inveja é considerada um sentimento reprovável e abominável…

Podemos dizer que alguns “pecados” até são aceitos socialmente: a ira, por exemplo, pode servir como desculpa de quem ultrapassou  os limites da bondade e da justiça ; o conceito de avareza, muitas vezes, está ligado à ideia de “prudência”; a inveja, no entanto é um sentimento universalmente vergonhoso, pois denuncia a impotência daqueles que cobiçam, daqueles que desejam o mal alheio.

O sociólogo e jornalista italiano Francesco Alberoni disse:‘’que podemos descrever nosso ódio, nosso ciúme, nossos medos e nossas vergonhas, mas a inveja… Ah… Essa não… Essa não pode ser retratada’’.

Quando sentimos inveja, inconscientemente comparamos ocasiões, dentre as quais saímos perdendo. Trata-se, portanto, de uma emoção primitiva, muito pouco elaborada. O invejoso não se limita ao desejo de possuir aquilo que o outro tem; ele quer mais, ele espera que o invejado não tenha o que tem e não seja o que é. É muito comum em casos como irmãos que invejam irmãos; mães que invejam mães; amigos que invejam amigos e profissionais que invejam profissionais.

Muito dificilmente um artista plástico invejará um astronauta ou uma criança invejará um idoso. Isso acontece primeiro pelas comparações, um adolescente sempre sendo comparado ao colega que é mais estudioso, e as cosmovisões, pois as diferenças podem representar uma certa ameaça aos que se sentem em  dívida em alguma situação.

Inconscientemente, acreditamos que ter o que o outro tem ou ser o que o outro é, nos fará pessoas melhores… A inveja faz escorrer nossa energia de vida, porque os esforços que deveríamos usar na construção dos nossos sonhos são canalizados à desconstrução de alguém.Claramente estamos insatisfeitos com algo em nós mesmos. Inverter os papeis neste caso significa não olhar para o outro, mas olhar para si e identificar o que há de errado que não lhe permite ser feliz o suficiente com aquilo que já tens. Sabendo o que te incomoda é possível criar planos para se amar mais, investir mais em ser feliz.

Quando estamos plenamente satisfeitos com a nossa vida, a felicidade e sucesso alheio se mostram como mais um motivo para compartilhar alegria com aqueles que o cercam, e não como um motivo de vontades e sentimentos vazios.

Quando sentir inveja e perceber que está passando do ponto, olhe para si, melhore o que tem dentro de você e viva em paz interna e externamente, fazendo bem para o seu ser e para aqueles que convivem contigo. Faça terapia para lidar com seus sentimentos.

Vale a pena!

 

Até a próxima.

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Ana Gonçalo.

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