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Senadores apontam constrangimento na volta de Delcídio

Senador foi preso pela PF no ano passado suspeito de atrapalhar Lava Jato.
Delcídio foi solto no último dia 19 e pode retornar ao Senado nesta semana.

G1

Senadores apontaram constragimento nesta segunda-feira (22) com a possível volta de Delcídio do Amaral (MS) à Casa, o que pode ocorrer ainda nesta semana. Preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato no ano passado, Delcídio foi solto no último dia 19após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e já pode retomar suas atividades parlamentares.

Mais cedo, a assessoria do senador informou que a defesa de Delcídio esperaesclarecimentos sobre o horário que ele deve retornar para casa – uma vez que o Senado tem sessões deliberativas que costumam ir até o final da noite – para definir a data do regresso ao Senado. Pela decisão do STF, ele deve retornar à noite para a residência.

Nesta segunda, o senador Álvaro Dias (PV-PR) afirmou que o ideal seria Delcídio se licenciar do cargo. "O constrangimento é grande, é evidente que esse ambiente não favorece os trabalhos do Senado", disse. "O ideal seria que o senador se licenciasse para preparar a sua defesa", completou.
O senador Cristovam Buarque (DF) também afirmou que há "constrangimento" e, para ele, Delcídio deveria utilizar a tribuna do Senado para se pronuncie sobre as acusações contra ele.

"É um direito de Delcídio voltar ao Senado, mas de fato cria um constrangimento saber que nós temos um par em prisão domiciliar. Eu creio que um pronunciamento de Delcídio em plenário é positivo, é necessário. E ele deve fazer isso rápido", disse.

"Agora, não sei se ele vai conseguir convencer, porque são evidências muito grandes, gravadas, de uma fala dele, que ele pode dizer que houve uma armação, mas ele falou aquelas coisas. Mas um pronunciamento é positivo, mas reassumir e ficar no dia a dia no Senado eu acho que vai ser complicado", acrescentou o senador do PDT.

Na avaliação do senador Telmário Mota (PDT-RR), um senador não pode atuar "pela metade". "Não pode, uma pessoa envolvida em corrupção, estar aí [propondo] fazendo emendas provisórias, relatando isso, relatando aquilo, tendo voz de comando aqui no Senado", disse.

Conselho de Ética
Após a prisão de Delcídio, a Rede e o PPS protocolaram no Conselho de Ética, em novembro do ano passado, pedido de abertura de processo por quebra de decoro parlamentar.

Os advogados de Delcídio já protocolaram a defesa prévia no conselho. Eles alegam que as acusações contra o senador são "insuficientes" e que a gravação usada como prova foi obtida de maneira ilegal. Além disso, os advogados argumentam que, na conversa gravada, Delcídio não estava atuando como parlamentar e, por isso, a representação no Conselho de Ética não teria sentido.

A defesa pede ainda o impedimento do relator, Ataídes de Oliveira (PSDB-TO), argumentando que, por ser da oposição, Ataídes não tem isenção para ocupar o cargo. Se o colegiado atender ao pedido da defesa, será necessário escolher um novo relator por meio de sorteio.

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