Solidão e Solitude

A elaborada capacidade de pensar que a raça humana desevolveu ao longo de milhares de anos permitiu que nos destacássemos das outras espécies do reino animal. Uma das características que  adquirimos foi a vida em sociedade.

Viver em grupos tornou muito mais fácil enfrentar as dicifuldades de um mundo cheio de perigos. Passamos a cooperar uns com os  outros em troca de segurança, compartilhamento de recursos e prestação de serviços.

Mas toda essa organização veio com um preço: somos seres únicos, com diferentes objetivos e desejos, e muitas vezes precisamos escondê-los para que a convivência com o outro seja possível. Se cada um fizesse o que bem entende, seguindo apenas os próprios instintos, viveríamos eternamente num caos, justamente o caos do qual saímos quando deixamos de ser simples animais.

Nos transformamos em seres coletivos, mas às vezes, a pressão por sermos socialmente aceitos ocasiona situações de alto estresse, ansiedade e infelicidade. Estabelecemos então um dilema complexo de resolver: precisamos viver em conjunto, mas ao mesmo tempo, queremos que a nossa individualidade seja respeitada.

Esse fato não necessariamente significa algo ruim. Depende muito de como lidamos com esse sentimento e é aí que entram dois estados emocionais que precisamos aprender a diferenciar bem: a solidão e a solitude.

A solidão afeta negativamente a percepção que o sujeito tem de si mesmo. O reflexo desse tipo de pensamento, revela-se de modo mais expressivo através da baixa autoestima e vitimização. Entretanto, pessoas que se sentem sozinhas podem tomar duas atitudes opostas:

  • Se afastar cada vez mais de todos os vínculos afetivos e sofrer em silêncio, ou através de comportamentos de revolta e agressividade.
  • Buscar compulsivamente preencher esse vazio se envolvendo em relações afetivas (amistosas ou amorosas) que acabam por não satisfazer as suas expectativas, e na verdade, alimentam o ciclo.

Observe seus comportamentos e verfique se apresenta essas atitudes de forma recorrente. Caso a resposta seja sim, busque ajuda profissional. Sua saúde mental agradece e você vai se sentir muito mais leve e feliz.

Na contramão da solidão, existe a solitude. Ela representa a busca pela privacidade, é um ato de isolamento voluntário. Pessoas que optam por estarem solitários, tem uma oportunidade maravilhosa de se fortalecer, através das reflexões que só o autoconhecimento pode proporcionar.

Nesse estado mental não existe sofrimento, pois aqui o obetivo é escutar e dar voz a si mesmo. É entender que se é um ser completo e que não se precisa do outro para ser feliz, mas que se pode construir uma felicidade em comunhão com o que cada um de nós temos para oferecer.

Como dito anteriormente, nossa estrutura mental não suporta o isolamento por longos períodos. Podemos notar o surgimento ou agravamento de distúrbios mentais sérios, por exemplo, em pessoas que estão sob regime de cárcere ou que foram colocadas  à margem da sociedade.

É necessário encontrar um ponto de equilíbrio nas nossas relações com outros indivíduos. Tudo bem se você não se sentir bem em determinado momento e quiser um tempo para você mesmo, para fazer reflexões e tomar decisões importantes, para fazer o que gosta sem se incomodar com o que os outros pensam, mas sem se distanciar da realidade, achando que o mundo conspira contra você. Mostre ao mundo o lugar que lhe pertence e nunca se sentirá sozinho!

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