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Descubra agora o que os sonhos dizem sobre você


Os sonhos sempre foram motivo de fascínio e mistério para a humanidade. Mas para entendê-los melhor, é preciso conhecer os mecanismos do sono.

Ao contrário do que muita gente pensa, não é necessário que estejamos dormindo para sonharmos, mas sim o contrário. 

Deixe-me explicar melhor: depois de um longo dia de trabalho, estudos ou atividades físicas, nosso corpo precisa repor as energias que foram gastas.

É através de uma boa dormida que conseguimos nos reestabelecer, mas o sono em si tem diferentes estágios de profundidade. Destacamos os seguintes: 

1- Sono REM - Caracterizado pelo movimento rápido dos olhos. É um sono leve, no qual os sonhos acontecem, de fato. Sua função é a de restaurar a energia mental. 

2- Sono Profundo - Caracterizado por um estado de inércia total de movimentos. Seu objetivo é a restauração de energia física. 

Antes do sono REM, ainda existe um estágio de semi-consciência, no qual o indivíduo está parcialmente acordado e ocorrem os devaneios.

Nesse estágio, as impressões físicas se misturam com lembranças do dia e ideias aparentemente desconexas.

Por isso, afirmamos anteriormente que o sono vem antes do sonho: basta um relaxamento para que os elementos formadores dos sonhos comecem a surgir.

Transformando em números, passamos 1/3 do dia dormindo e 1/5 do tempo de repouso sonhando, ou seja: um fim de semana por mês totalmente inconscientes, elaborando o que chamamos de conteúdo onírico.

Entre os antigos, os sonhos costumavam ser interpretados como mensagens sobrenaturais ou divinas.

Existem vários relatos históricos, como o de Alexandre, o Grande, reproduzido em “A Interpretação dos Sonhos”, obra-prima de Sigmund Freud que abordaremos mais à frente.

Contam que após vários meses de cerco à cidade de Tiros, Alexandre, já com suas tropas cansadas e desestimuladas, sonhou com um sátiro (figura mitológica meio homem, meio bode) dançando sobre seu escudo.

Intrigado, levou seu sonho a um guia espiritual que acompanhava suas tropas. O advinho desmembrou a palavra “sátiro” em duas “sa Turos”, que significa “Tiros é sua”, em grego. O líder resolveu então atacar a cidade com força total e alcançou a vitória.

A Bíblia também está cheia de relatos ligados a sonhos, a maioria deles premonitórios.

Esse caráter místico foi sendo deixado de lado à medida que a ciência se desenvolveu, ainda que continuem existindo correntes espiritualistas que remontam às interpretações sobrenaturais da antiguidade.

Freud, entretanto, trouxe uma nova roupagem ao tema, com a sua obra de maior destaque: A Interpretação dos Sonhos.

Datada de 1900 e responsável por revelar a existência do inconsciente, modificou  para sempre o entendimento da mente humana.

Em suas páginas, o “pai da Psicanálise” afirma que os sonhos são a realização de desejos que foram reprimidos, ou seja,  fadados ao esquecimento por uma estrutura mental que é responsável por “censurar” os nossos impulsos mais instintuiais: o superego.

O que acontece é que o superego nem sempre consegue por completo, e por isso nos lembramos dos sonhos, que são representações simbólicas dos nossos desejos mais “escondidos”.

Digo simbólicas porque aquilo que nos lembramos não é o desejo real. Você já parou pra avaliar o quão bizarros são os seus sonhos?

Essa bizarrice é obra do superego tentando camuflar a intenção do sujeito sonhador, e para isso ele se utiliza de dois artifícios:

1- Condensação: Capacidade de usar o mínimo de imagens para representar uma quantidade enorme de impulsos/desejos. Um sonho à primeira vista simples, pode ser traduzido numa interpretação de várias páginas, por exemplo.

2- Deslocamento: Utilização de imagens e impressões do dia anterior sem muita relevância aparente, para tirar o foco do desejo reprimido.

Após acordar, pode-se experimentar uma sensação de bem-estar, indicando que o desejo foi realizado a nível mental e aliviando a pressão que ele estava fazendo para emergir para a consciência, através de conflito com o superego.

Mas e os pesadelos? São nada menos que a NÃO realização desses desejos. O superego do indivíduo é tão forte, ou seja, seus preconceitos, julgamentos e valores morais são tão expressivos que o impedem de realizar o que deseja até mesmo em sonho. Por isso é comum acordarmos nos sentindo angustiados, nesses casos.

Independente da sensação que os sonhos tenham produzido, essas questões precisam ser trabalhadas. 

Geralmente os reflexos dos nossos conflitos e incômodos inconscientes nos levam a atitudes que nos sabotam no dia-a-dia e nos tornam infelizes sem que saibamos porquê. Além, é claro de nos tornar física e mentalmente doentes.

Então como se pode interpretar os sonhos para saber o que eles revelam sobre nós mesmos?

De maneira superficial, resumindo a valiosa obra de Sigmund Freud, devemos:
Isolar os elementos do sonho;
Identificar o que cada um deles significa, o que representam;
Inseri-los no seu  contexto de vida.

Exemplo:
A paciente X relatou em uma das sessões de Psicanálise que sonhou que estava andando por uma avenida com muitas lojas. Estava determinada a comprar sandálias. Durante o percurso, parava em em várias lojas e calçava diversos pares, mas nenhum a agradava. Até que depois de muito procurar, encontrava as sandálias que considerava ideais. O sonho terminou com ela bastante satisfeita, efetuando o pagamento.

Os elementos mais marcantes desse sonho eram: as sandálias, a longa caminhada para encontrá-las, e a quantidade de calçados experimentados.

Dentro do contexto geral da vida da paciente, chegamos à seguinte interpretação para esse sonho: A longa caminhada representava a energia que a paciente despendia na busca de um relacionamento perfeito (par ideal de sandálias). As sandálias que experimentou durante o percurso representavam os relacionamentos que não deram certo. Mas ao final do sonho ela encontrava um par ideal e resolvia investir nele, que na verdade era um novo relacionamento sobre o qual estava bastante esperançosa e queria muito que desse certo (desejo inconsciente).

Observação: Sonhar com uma pessoa específica não quer dizer que ela esteja relacionada ao verdadeiro conteúdo do sonho. Pense no que essa pessoa representa para você e qual outra pessoa tem as mesmas características. Também é possível sonhar com alguém que tenha o mesmo nome da pessoa com a qual o sonho se relaciona.

Podemos afirmar sem sombra de dúvidas que os sonhos são uma forma fantástica de se autoconhecer e saber o que nós realmente queremos de maneira inconsciente.

Isso não quer dizer que satisfazer esses desejos na vida em vigília seja a melhor maneira de resolver seus problemas e ser feliz. Precisamos entender que a vida em sociedade nos exige bom senso. É com essas reflexões que a Psicanálise pode ajudar.

Faça o teste: Anote os sonhos que tiver e avalie os elementos que ele traz. Se quiser, depois comente comigo sobre os seus resultados.

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